terça-feira, 2 de setembro de 2008

Grêmio, o melhor time do mundo...


Galera de São Pedro do Butiá no Olímpico domingo.
Grêmio 2 x 1 Vasco

Sorte do dia

Pare de procurar eternamente; a felicidade está bem ao seu lado

Um olhar sobre São Pedro do Butiá: nossa terra, nossa gente



Falar de São Pedro do Butiá, este município promissor, é questão de orgulho para nós butiaenses.
Somos um povo que tem em sua bagagem histórico-cultural um enorme patrimônio e que valoriza o passado.





Somos um misto de etnias mas donde a germânica desponta e prevalece.



Povo cheio de garra; que lutou no passado e atualmente prossegue lutando.
Que não se dá por vencido.




Povo que quando necessário une-se em corrente de oração e faz desta a ponte para a união.


Povo simples, hospitaleiro, dotado de sabedoria, que traça seus destinos movidos pela paixão pelo trabalho, pela vontade de viver e ver em seus descendestes o fruto do progresso que almeja alcançar no futuro.

O ensino da História como responsabilidade social

Ana Maria Pereira

Segundo muitos pensadores contemporâneos, vivemos na pós-Modernidade. Não cabe discutir este conceito aqui, mas constatamos que pelo menos num aspecto, todos os pós-modernos concordam: atravessamos uma crise de paradigmas. Contexto em que o conhecimento é sistematicamente colocado à prova, ao mesmo tempo em que se afirma o relativismo das verdades historicamente construídas pela Modernidade. É nessa configuração, que discutimos o ensino de História.
O ensino dessa disciplina, até a década de 70, centrava-se na concepção diríamos, positivista e reprodutivista da História. Positivista pela crença de que o desenvolvimento histórico e resultante de uma "ordem" e de um "progresso" naturais, desdobrando-se numa sucessão de fatos explicados para uma relação lógica de causas e efeitos, cujos atores são sempre os grandes nomes da História política. Reprodutivista porque tal modelo, ao destituir o aspecto dialético e crítico dessa disciplina, serviu como instrumento de reprodução ideológica do Estado Militar.
A penetração da análise econômica da História, nos níveis Fundamental e Médio, sobretudo a partir da década de 80, subverteu esse modelo, abrindo o campo da explicação social para uma visão de totalidade histórica. Sob influência do Marxismo, da Nova História e da Historiografia Inglesa, alguns livros didáticos se renovaram e outros surgiram, incorporando avanços acadêmicos que contribuíram para maior criticidade na abordagem histórica.
Outro fator determinante para a mudança no ensino de História foi a própria exigência do Vestibular. Desde os anos oitenta, principalmente nas Universidades públicas, por meio dos Exames Seletivos dos Vestibulares, passou-se a exigir do aluno maior capacidade crítica na interpretação da História, minimizando, cada vez mais, a necessidade de memorização dos tradicionais nomes, datas e fatos isolados de seus contextos sócio-econômicos. Esse fator, certamente somou-se aos esforços que ajudaram até certo ponto, a romper com o ensino alienado de História em sala de aula. Dessa forma, muitos professores ao incorporarem uma visão crítica de sua disciplina, deixaram de ser meros reprodutores para assumirem o papel de pesquisadores do conhecimento histórico.
O aluno por sua vez, também se modificou. Em razão das mudanças internas do país, dos avanços pedagógicos e das consequências do contexto da revolução informacional mundial (era da informação), perdeu seu caráter de receptor passivo, na medida em que pelas mesmas razões, o professor perdia o monopólio absoluto do saber (se é que de fato o possuía).
Evidentemente, não significa que o professor desaprendeu ou que não conhece mais o suficiente para ensinar. Ao contrário, o professor aprendeu mais, exatamente pela consciência que adquiriu sobre suas próprias limitações e pela complexidade que se revelou o conhecimento histórico com os novos estudos e enfoques. Entretanto, a História foi destituída de seu status de consolidadora do passado, tomando-se o que de fato ela é: uma ciência em construção.
Nesse sentido, o papel do professor de História (e das outras disciplinas) extrapola o conteúdo de sua disciplina, levando-o à condição de mestre e de aprendiz. A lousa não deixa de existir, as provas continuam a ser cobradas, o livro didático permanece como ferramenta de aprendizado, mas o conhecimento, pela dinâmica transdisciplinar adquirida na contemporaneidade, não se limita a esses elementos.
Ocorre de certa forma, uma desterritorialização do espaço de aprendizado, visto que, sem eliminar a aula expositiva e os exercícios de sala de aula, aprende-se e ensina-se História em muitos espaços e por muitos meios: pela ida ao museu ou exposição de arte, pelo uso de um vídeo, por uma pesquisa ou um programa em multimídia, por leituras paradidáticas ou de revistas e jornais, etc. Práticas que têm se tornado cada vez mais comuns no cotidiano das aulas de História em nossa escola.
Neste novo cenário, ensinar História significa impregnar de sentido a prática pedagógica cotidiana, na perspectiva de uma escola-cidadã. Vale dizer, que a escola é reprodutora, na medida em que trabalha com determinados conhecimentos produzidos e acumulados pelo mundo científico, mas transformadora, visto que promove uma apropriação crítica desse mesmo conhecimento tendo em vista a melhoria da qualidade de vida da sociedade global.


fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/coluna_livre/id130202.htm

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

NOSSA MAIOR FORTUNA.

Tan Correia

Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã, você acorde com um saldo de R$ 86.400,00.Só que não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte. Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
O que você faz?? Irá gastar cada centavo, é claro!!
Todos nós somos clientes deste banco que estamos falando. Se chama TEMPO.
Todas as manhãs são creditadas para cada um 86.400 segundos. Todas as noites é debitado, como perda. Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte. Todas as manhãs a sua conta é reinicializada e, todas as noites as sobras do dia evaporam. Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.
Insista então, no que for melhor, na saúde, na felicidade e no Sucesso!!
O relógio está correndo. Faça o melhor para o seu dia-a-dia.
- Para você perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu de ano.
- para você saber o valor de um mês, pergunte a uma mãe que teve seu bebê prematuro.
- Para você saber o valor de uma semana, pergunte a um editor de jornal semanal.
- Para você saber o valor de uma hora, pergunte a aqueles apaixonados que estão esperando para se encontrar.
- Para você saber o valor de um minuto, pergunte a uma pessoa que perdeu o avião.
- Para você saber o valor de um segundo, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
- Para você saber o valor de um milésimo de segundo, pergunte a alguém que venceu a medalha de prata de uma Olimpíada.
Valorize cada momento que você tem!!
Lembre-se: "O tempo não espera por ninguém.
Ontem, é história,
o amanhã, é um mistério...,
por isso é chamado de presente!"

O poder das palavras

Sempre num lugar onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres:

'Vejam como sou feliz!'

'Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.'

Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.

Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:

'Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?'

'Vamos lá. Só tenho a ganhar', respondeu o mendigo.

Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.

Daí pra frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.

Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição.

Contou ele: -Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:

'Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!'

As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:

'Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero.'

Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:

'Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.'

E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.

Uma repórter ironicamente questionou: -O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?

Respondeu o homem, cheio de bom humor:' Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!'

Autor desconhecido

Processo de fossilização transforma tecidos orgânicos em pedra

É surpreendente que existam fósseis. Os tecidos dos seres vivos são frágeis e se decompõem com rapidez após a morte. A fossilização é um acidente, resultado da infiltração de sais minerais nas células que compõem os tecidos, transformando-os em pedra. Entre os exemplos do processo, acham-se as florestas petrificadas.

Fonte - Terra

Por que o maior buraco da camada de ozônio se localiza na Antártida, onde quase não há liberação de gases poluentes?

O único buraco na camada de ozônio situa-se sobre a Antártida. Em qualquer outro lugar da Terra, ocorre uma diminuição lenta e gradual da camada de ozônio. A explicação para esse fenômeno está nas condições especiais do pólo Sul, que aumentam a eficácia das reações químicas responsáveis pela destruição do ozônio na estratosfera. Que condições são essas? Em primeiro lugar, as temperaturas muito baixas na estratosfera -- as menores do planeta -- produzem as chamadas nuvens estratosféricas polares, aumentando a eficácia das reações. Em segundo lugar, a circulação no pólo Sul se dá em torno de um ponto chamado vórtice, que atua como uma espécie de redemoinho, produzindo o isolamento da região e deixando as reações químicas destruírem o ozônio disponível.

No pólo Norte, ao contrário, a circulação é bipolar, o que significa que sempre há renovação do ar estratosférico e, com isso, o buraco não se forma. Deve-se notar que a concentração dos CFCs (clorofluorcarbonetos) é quase a mesma em qualquer ponto do planeta, porque esses gases têm vida muito longa e podem viajar no espaço durante muito tempo. Isso possibilita uma distribuição mais equilibrada dos gases poluentes apesar de as principais fontes emissoras estarem no hemisfério Norte.

Fonte - Ciência Hoje 172, junho 2001
Volker W.J.H. Kirchhoff,
Divisão de Geofísica Espacial,
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Peço desculpas àqueles que por ventura tenham se sentido ofendidos com as colocações que fiz em meus textos, mas aproveito a oportunidade para registrar aqui a minha profunda indignação por ter certeza absoluta de que estamos num país democrático e de que temos assegurada em lei a liberdade de expressar nossas opiniões, independente delas convergirem ou divergirem da opinião alheia. A própria Constituição Federal do Brasil demonstra isso em seus artigos, assim como a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
É lamentável perceber que certas pessoas não são capazes de admitir e aceitar que outras pensam diferentemente e assim se sentirem ofendidas.
Realmente algumas pessoas ainda não sabem em que país residem.

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

PREÂMBULO

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

I - independência nacional;

II - prevalência dos direitos humanos;

III - autodeterminação dos povos;

IV - não-intervenção;

V - igualdade entre os Estados;

VI - defesa da paz;

VII - solução pacífica dos conflitos;

VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;

IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

X - concessão de asilo político.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)
da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948

Artigo XVIII

Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Artigo XIX

Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A política e as formas e regimes de governos

O termo política é derivado do grego antigo e se refere a todos os procedimentos relativos à pólis, ou a Cidade-estado. Assim, pode se referir tanto a Estado, quanto sociedade, comunidade e definições que se referem à vida humana. Segundo Nicolau Maquiavel, em O Príncipe, política é a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o próprio governo.

Em ciência política, chama-se forma de governo (ou sistema político) o conjunto de instituições políticas por meio das quais um Estado se organiza a fim de exercer o seu poder sobre a sociedade. Entre as formas de governo mais tradicionais citam-se a República e Monarquia.

Uma monarquia é uma forma de governo em que um indivíduo governa como chefe de Estado, geralmente de maneira vitalícia ou até sua abdicação; A república é uma forma de governo na qual um representante, normalmente chamado presidente, é escolhido pelo povo para ser o chefe de país, podendo ou não acumular com o poder executivo.

Somos uma República Presidencialista e democrática. Mas o que é democracia?

Podemos afirmar que tanto o regime democrático quanto o tirânico por exemplo, nasceram na Grécia Antiga e entende-se por democracia como a forma de governo baseada na soberania popular e na distribuição eqüitativa do poder. Caracteriza-se pelo direito da população de participar das decisões sobre a administração pública, diretamente (democracia participativa) ou indiretamente, por meio de representantes eleitos livremente (democracia representativa).Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.A Democracia opõe-se à ditadura e ao totalitarismo, onde o poder reside numa elite auto-eleita.

Já a Tirania é uma forma de governo usada em situações excepcionais na Grécia em alternativa à democracia. Nela o chefe governava com poder ilimitado, embora sem perder de vista que devia representar a vontade do povo. Hoje, entre sociedades democráticas ocidentais, o termo tirania tem conotação negativa. E se exercida a tirania, a mesma é denominada moderna pois é caracterizada pelas ameaças às liberdades individuais e colectivas. A moderna tirania é representada por políticos que não tendo mais o poder de matar ou mesmo prender o opositor, preferem usar métodos sutis como processos judiciais por calúnia e difamação, compra da imprensa e dos órgãos de informação. O comportamento tirânico de um político muitas vezes pode ser visto pelas altas verbas gastas em publicidade governamental, tanto nos níveis municipais quanto estaduais.

Diz-se que um governo é democrático quando é exercido com o consentimento dos governados, e ditatorial, caso contrário. Diz-se que um governo é totalitário quando exerce influência sobre amplos aspectos da vida dos governados (por exemplo, as regulamentações sobre o corte de cabelo da Coréia do Norte) e liberal, caso contrário. Para saber mais a respeito de formas e regimes de governo visite os seguintes endereços:http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia e http://pt.wikipedia.org/wiki/Tirania

Eleições Municipais

Neste ano eleitoral deparamo-nos novamente com a oportunidade de exercermos plenamente a nossa cidadania e escolhermos aqueles que serão nossos representantes nas Prefeituras e Câmaras Municipais, sabendo que para nós, butiaenses, se apresenta uma situação rara na história deste município promissor: a de termos um único candidato ao poder executivo. E não somos os únicos. Conforme noticiado pelo Jornal Zero Hora do último domingo, esta é a realidade de outros 29 municípios gaúchos e, assim sendo, conforme prevê a Lei Eleitoral n° 9.504/97, estes candidatos já estão eleitos, independentes da quantidade de votos brancos e nulos que possam haver. E portanto 6 % dos futuros prefeitos já são por nós conhecidos.

No entanto, a realização de consenso político apresenta vantagens e desvantagens entre as quais está a diminuição dos gastos para o financiamento das campanhas políticas, mas, por outro lado a privação de exercermos plenamente a democracia, já que não temos a real opção de escolha pelo que decreta tal lei.

Veja trechos da matéria “Os candidatos que têm certeza da vitória” publicada no Jornal Zero Hora de domingo, 17 de agosto de 2008 | N° 15698

“ Para o sociólogo e cientista político Adão Clóvis Martins dos Santos, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), há pontos positivos em uma eleição sem disputa, como a redução nos custos de campanha, já que o candidato não precisa de exagerada exposição, com carros de som, shows, comícios e distribuição de santinhos para se eleger.

– Conseqüentemente diminui a interferência do poder econômico, já que não há necessidade de grandes grupos financiarem a campanha para garantir contratos posteriores – destaca o professor.

Santos considera o consenso um estágio avançado da democracia, porque filiados de partidos diferentes conseguem chegar a um acordo. Mas a cientista política Izabel Noll, professora do curso de pós-graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), discorda:

– Num pré-acordo de lideranças, a democracia é ferida.

De acordo com a cientista política, em geral o fenômeno do candidato único ocorre em municípios pequenos. Nos mais antigos, o motivo seria a combinação de alternância de partidos no poder. Já nos mais jovens, o eleitorado pode ter uma dívida de gratidão com o grupo que conquistou a emancipação.

Nas comunidades onde todos se conhecem, a ausência de oposição evita que a população viva em constante conflito e os relacionamentos se desgastem, explica Isabel. Os eleitores acabam deixando de lado a ideologia partidária para colocar no poder aquele que conseguir mais benfeitorias para a cidade ou tiver melhor trânsito em Brasília.

Mesmo com o prefeito já definido, o procurador regional eleitoral do Rio Grande do Sul, Vitor Hugo Gomes da Cunha, defende a realização da eleição nos municípios com consenso, por dois motivos:

– Como de forma concomitante ocorrem as eleições para o Legislativo, na prática não há custo adicional com a votação para prefeito. E mesmo que não fossem eleições conjuntas, interessa saber que apoio terá esse candidato. Apesar de não influenciar no resultado, o eleitor tem o direito de ir lá protestar, votar em branco ou nulo.”

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2123502.xml&template=3898.dwt&edition=10481&section=1007

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A evolução, utilidade e interação da ciência cartográfica e geográfica

A cartografia, assim como a própria geografia tem evoluído constantemente a partir dos primórdios de ambas, antes que as mesmas fossem consideradas como ciências e tratadas como tais.
No princípio ambas eram empíricas e serviam apenas para auxiliar os Estados na tomada e reconhecimento de pontos estratégicos em determinados espaços geográficos, como já Lacoste (1988) afirmava em sua obra “ Geografia_ isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra”. Porém com a evolução da sociedade estas duas, cartografia e geografia, passaram a ser concebidas como ciências e a partir de então o estudo e análise de ambas alterou.
Considerando que a cartografia é uma arte e acima de tudo uma ciência, ela vem e tem auxiliado muito no desenvolvimento da ciência geográfica principalmente no que se refere a parte físico/humana pois com o uso de novas tecnologias presentes como o geoprocessamento, sensoriamento remoto, aerofotogrametria, uso do GPS, digitalização de fotos com uso do scanner para posterior produção de mapas, bem como pelo uso de softwares e hardwares cada vez mais sofisticados, tudo isto tem contribuído para a produção de mapas e cartas topográficas cada vez mais avançados e precisos fazendo com que hoje seja praticamente inexistente o percentual de erros nos mesmos. E isto é essencial na sociedade atual pois a cartografia não é tão somente de interesse dos governos e do militar como já o era, mas como do mesmo modo já é de interesse de algumas empresas, da pesquisa social, da agricultura, enfim, de outras ciências afins que busquem nela um apoio ou até a comprovação de suas teorias científicas, pois não podemos excluir o fato de que algumas ciências se fazem ciências na fronteira de outras ciências, isto é, a interdisciplinaridade.
A cartografia, além de auxiliar na análise e produção de mapas e cartas do espaço geográfico (nos seus mais variados aspectos), pode também assessorar a climatologia, a geologia e até mesmo o rastreamento do espaço aéreo pelo uso de avançados satélites como o SIVAN realiza na Amazônia. Enfim, estes variados recursos que a cartografia dispõe aperfeiçoam ainda mais a ciência geográfica no estudo e produção do conhecimento geográfico, pois a geografia é uma ciência que tem por objeto o espaço e estuda as relações sociedade-natureza na constante produção do espaço, o que por outro lado também é verificado pela cartografia pois o espaço por ela analisado é também por vezes produto desta sociedade.

domingo, 17 de agosto de 2008

Viagens do Lula

Sabemos que para um governante é imprescindível manter boas relações internacionais, porém isto não significa absolutamente que para tal ele precise apenas "viajar".

Nosso presidente em sua mais recente viagem marcou presença na abertura das Olimpíadas em Pequim na China, o que já era de se esperar.

Imagina se cada um de nós, pobres mortais brasileiros pudéssemos viajar tanto para o exterior?

Até viajamos: para a Argentina, Paraguai... nossos vizinhos e que todos sabemos que tipo de relações mantemos com " Los hermanos".

Se você quiser conhecer um pouco mais das viagens do nosso querido Lula, leia o texto abaixo.

"O Viajante"

Joelmir Beting

Se beber não dirija. Nem governe.

'Até aqui, em 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102
viagens ao mundo. Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana
não. Sem contar, ora pois, as até aqui, 283 viagens pelo Brasil.
Hoje, dia 15, ele completa 382 dias fora do país desde a posse. E pelo
Brasil, no mesmo período, 602 dias fora de Brasília. Total da
itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: Exatos
984 dias fora do Palácio, em exatos 1.201 dias de presidência.
Equivale a 81,9% do seu mandato fora do seu gabinete. Esta é a defesa
da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no
Palácio do Planalto.


Governar ou despachar, nem pensar.
A ordem é circular.
A qualquer pretexto.


E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca
foi) chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático
mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem
para estudar, que dirá para trabalhar.'

E o povão ainda aplaude e vota.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Enquanto houver amizade

Para alguém muito especial: você

(Albert Einsten)
Pode ser que um dia deixemos de nos falar,



mas, enquanto houver amizade,



faremos as pazes de novo.



Pode ser que um dia o tempo passe.



Mas, se a amizade permanecer,



um do outro há de se lembrar.



Pode ser que um dia nos afastemos.



mas, se formos amigos de verdade,



a amizade nos reaproximara.



Pode ser que um dia não mais existamos.



Mas se ainda sobrar amizade,



nasceremos de novo, um para o outro.



Pode ser que um dia tudo acabe.



Mas, com a amizade



construiremos tudo novamente,



cada vez de forma diferente,



sendo único e inesquecível cada momento



que juntos viveremos e nos



lembraremos para sempre.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Como...

Elô Steffens, produzido em 1989

Como esquecer-te

se fosses inesquecível?

Como odiar-te

se te amei tanto?

Como ignorar-te

se quando te vejo meu olhar insiste em te procurar?

Como dizer que não sinto nada por ti

se meu coração acelera quando te vejo?

Como não querer-te

se fizeste tanto bem a minha pessoa?

Como não desejar-te

se seu jeito de olhar me provocava?

Como repulsá-lo

se somos um pólo de atração mútua?

Impossível tirar você de mim...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

No dia da pizza, lembramos do Brasil: o país em que tudo acaba em pizza, inclusive as CPIs

Num país em que tudo acaba em pizza, ou quase tudo, basta lembrar das diversas CPIs que houveram e que resultaram em nada, ou pelo menos os culpados se quer foram presos ou tiveram que devolver o dinheiro desviado. Muito menos perder o cargo, quando se trata de políticos; exceto Fernando Collor de Mello que sofreu Impeachmant. Os demais casos que envolveram políticos de alto escalão bem como importantes empresários e empresas, normalmente foram abafados.
Basta lembrar da CPI do DETRAN no Rio Grande do Sul que acabou sem culpados pois a maioria dos deputados, com excessão da bancada petista, que lutou para tentar convencer os demais parlamentares sobre a culpabilidade dos envolvidos no escândalo, votou contra as conclusões da CPI do DETRAN e apresentou um relatório em separado. Como o relatório oficial da CPI - composta por maioria governista - não incriminou ninguém do governo Yeda Crusius, apesar de provas e evidências em contrário, é esse relatório do PT que exige a continuidade das investigações por órgãos como o Ministério Público Federal e o Ministério Público de Contas, o indiciamento de autoridades e a apuração referente à compra da casa da governadora. Vamos ver no que isso vai dar.
Já o mais recente caso noticiado, trata-se da investigação do Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo e da Política Federal, que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e que teve como origem as investigações feitas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, sobre o caso do mensalão. A Operação Satiagraha foi deflagrada, na terça-feira, para desbaratar um suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. A PF iniciou as investigações há quatro anos, como desdobramento do caso do mensalão. O MPF requereu mais investigações. A Polícia Federal, então, empreendeu uma série de diligências com autorização judicial, se valendo de escutas telefônicas e interceptação de dados, além de contar com auxílio do Banco Central. Com isso conseguiram encontrar indícios suficientes para incriminar Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas dos crimes financeiros de gestão fraudulenta, operação ilegal de instituição financeira, evasão de divisas e concessão de empréstimos vedados, além de uso indevido de informação privilegiada (insider information), lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha. A prisão de Daniel Dantas foi decretada por causa do crime de evasão de divisas por meio do Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. Ele teria movimentado US$ 2 bilhões entre 1992 e 2004. O ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta foi preso por ter feito, com doleiros, operações financeiras ilegais interceptadas pela PF e o grupo de Nahas, formada por ele, seu filho e outros comparsas, segundo relato do MPF, teria cometido os crimes de formação de quadrilha, de operação de instituição financeira sem autorização, uso indevido de informação privilegiada (insider trading) e lavagem de dinheiro.
Vamos esperar para ver no que vai resultar este escândalo: se realmente os culpados terão que devolver o dinheiro apropriado de forma indébita ou se mais mais uma vez tudo acabará em pizza.
Quem não recorda momentos especiais ao ouvir músicas que foram marcantes em nossa vida? Qualquer um de nós. E para mim existem várias músicas marcantes, para diferentes momentos, desde músicas que lembram a infância, adolescência ou tempos recentes, mas, se é necessário realizar uma escolha, a letra da música abaixo mencionada me traz doces recordações. Pena que os momentos passam e não voltam jamais.

Somos Dois Apaixonados
San Marino

Quero
Te abraçar apertado
Te quero
Te apertar no meu corpo
Te quero
Te falar deste amor e beijar você
Pela vida inteira
Quero
Este fogo me queima
Te quero
Cada hora que passa
Te espero
De repente o que importa é que somos dois
Dois apaixonados
Somos dois
Dois apaixonados nesse amor
Doce lindo e claro
E nós dois
Vamos pouco a pouco
Descobrindo todo amor do mundo
Somos dois
Dois apaixonados eu você
É maravilhoso
Encontrar
A felicidade
Que nós dois acharmos um ao outro

segunda-feira, 30 de junho de 2008

São Pedro do Butiá realiza consenso

O Partido Progressista de nosso município realizou consenso com a ADC ( que atualmente está no poder municipal). A notícia já está sendo amplamente divulgada pelos meios de comunicação locais, o que confirma a veracidade dessa informação. Porém um questionamento nos indigna: se consenso é na verdade acordo, concordância de idéias, que idéias são estas? Ou melhor, concordância de idéias de quem? De uma minoria que se diz representante do Partido Progressista de São Pedro do Butiá?
Mas antes de discutirmos isto, vejamos algumas definições de consenso: Consenso e coerção fazem um jogo, em que um elemento aumenta à custa do outro, em certas conjunturas, mas, em nenhum momento, qualquer dos dois desaparece. A obtenção do consenso nem sempre se traduz através de canais ou de formas representativas e democráticas, mas pode ter, em alguns casos, manifestação através de formas despóticas. O que varia é a correlação entre coerção e consenso. O termo consenso denota a existência de um acordo entre os membros de uma determinada unidade social em relação a princípios, valores, normas, bem como quanto aos objetivos almejados pela comunidade e aos meios para os alcançar. O consenso se expressa, portanto, na existência de crenças que são mais ou menos partilhadas pelos membros de uma sociedade.
Assim sendo, diante das atuais circunstâncias perguntamo-nos: que tipo de consenso é este onde os dois representantes do executivo municipal são da ADC? Será que na próxima eleição o “tal consenso” continuará e os dois candidatos do executivo então, serão do PP? Quem garante? Aliás, isto nem foi cogitado. Os representantes do Partido Progressista não sabem sequer qual será a secretaria que terão direito ou farão juz. Se é que farão.
Esse negócio de definir secretaria após as eleições, isso é como acreditar em Papai Noel. E todo mundo sabe que ele não existe. Não passa de uma lenda.
Como os “representantes” do PP realizam tal acordo, onde não tem certeza alguma de que secretaria terão parte ou comandarão, apenas contando com a Secretaria da Câmara de Vereadores, um cargo de segundo escalão, cujo também não sabem qual será, e a presidência da Câmara por um período de dois anos intercalados?
Isto foi um “Negócio da China” para alguns interessados e para outros foi o maior equívoco que poderiam cometer.
Porém só terão capacidade de avaliar as conseqüências desse ato quando vier à tona o resultado das Eleições Municipais de 2008.
É como assinar os papéis de compra/venda de uma fazenda sem saber realmente qual será o valor a ser pago após a concretização do ato de passagem da documentação ao comprador da referida área. Quem faria um negócio assim?
Outro comentário a ser feito é a respeito dos representantes do Partido Progressista de nosso município: eles realmente tem certeza de que esta é a vontade de todos os tradicionais eleitores do PP? E estes foram realmente consultados?
Não que sejamos contra o consenso. Pelo contrário, somos até a favor, a fim de eliminar as disputas políticas e atritos que sempre houveram entre os integrantes dos referidos partidos, o que na verdade só impede o desenvolvimento do real potencial do município e, portanto é, diante de uma ótica progressista, um atraso social, político e econômico para o município.
Porém, não concordamos com o modo como este consenso foi estabelecido, com as regras definidas para o mesmo, que privilegiam interesses pessoais e alguns partidos políticos, mas não a real representatividade da maioria esmagadora dos fiéis eleitores do PP (Partido Progressista) de São Pedro do Butiá.

Que país é este?

Que país é este onde o crime de colarinho branco impera e continua impune, e este, em nome da democracia ludibria seus eleitores, os corrompe e inflige à lei do livre arbítrio, da “liberdade” de escolha que temos ao elegermos aqueles que se dizem representantes do povo.
Que espécime de representantes são esses, que se envolve em escândalos de corrupção, que respondem a CPIs, que em nome do poder que lhes emana concedido através de nosso voto, se utilizam deste e das brechas que as leis lhes permitem para se apossar de valores monetários exorbitantes e por que não dizer, indignos, pois se isto é dignidade, então onde está a dignidade da maioria da população brasileira que trabalha muito mais para ter direito ao mísero salário mínimo.
Para se ter uma idéia das diferenças salariais aqui mencionadas, basta dizerem que um simples trabalhador brasileiro que ganha um a dois salários mínimos precisa dar conta das despesas da família além de contribuir é claro com impostos. A classe baixa (renda até R$ 3.000 por mês) gasta 42 dias de trabalho, ou 11,52% do ganho anual para adquirir serviços privados de saúde, educação, previdência, segurança e pedágio. Para pagar tributos são consumidos 141 dias de trabalho (38,75%), ou seja, essas famílias gastam 183 dias por ano com as duas despesas, comprometendo 50,27% da renda.
Somos um dos países que apresentam a mais elevada taxa de impostos do mundo. Temos imposto para tudo, ou quase tudo: por enquanto não pagamos ainda para respirar, graças a Deus.
Apesar da promessa do governo Lula de não elevar a carga tributária, os brasileiros pagaram no ano passado pelo menos o equivalente a 34,23% do PIB (soma das riquezas produzidas no país) em impostos, contribuições e taxas. Foi o terceiro aumento seguido e o maior percentual da história do país. Empresários e economistas apontam os impostos altos e a desorganização tributária do país como um dos maiores entraves ao crescimento econômico.
Os dados da Receita mostram que, dos 33 impostos, contribuições e taxas cobradas no país, 18 tiveram aumento, 11 ficaram praticamente estáveis e apenas quatro tiveram redução.
E aonde vai o dinheiro dos impostos? Para a educação? Saúde?
Se, pois, para esses, como se explicam os problemas que existem em nosso país na educação, quando muitas escolas públicas carecem de infra-estrutura, de pessoal, de incentivo e estímulo ao profissional da educação.
Os governos federal e estadual investem, em média, R$ 643 por cada aluno que cursa o ensino médio. O valor é semelhante ao pago nas escolas particulares para financiar apenas um mês de estudo no ensino fundamental. É lógico que este valor varia conforme a região brasileira e, desse modo, em algumas regiões como o sudeste, por exemplo, o valor investido por aluno é praticamente o dobro do que para alunos do mesmo nível localizados na região nordeste.
É urgente a necessidade de investimento maior na educação. O que temos hoje é irrisório, incompatível com o papel da educação para o Estado. O PDE [Plano de Desenvolvimento da Educação], por exemplo, não prevê aumento no investimento. Atualmente são investidos cerca de 3,5% do PIB na educação, quando na verdade o mínimo necessário para uma educação de qualidade seria investir 10% do PIB. Portanto, não adianta culpar educadores e definir o ensino como de má qualidade se nossos governantes não priorizam na prática a educação, pois isto, por enquanto só acontece nos discursos. Está na hora de mudar. Por outro lado o sistema penitenciário brasileiro tem maior atenção do governo. Manter um presidiário no Brasil onera os cofres da União em aproximadamente R$ 18 mil por ano. De acordo com estimativas do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), cada presidiário custa em média, de R$ 1.000 a R$ 2.000 por mês. Um estudante das instituições públicas no país custa a metade desse valor. Segundo pesquisa feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), um estudante universitário custa aproximadamente, R$ 790 por mês e R$ 9.488,00 por ano.
Então perguntamos: o que é mais importante? A educação de nossas crianças, para subsidiá-las e instrumentalizá-las a fim de ajudá-las a nortear suas vidas e deste modo ter uma profissão digna no futuro ou deixa-las a mercê da sociedade para que se tornem criminosas e engrossem ainda mais a lista das penitenciárias superlotadas de nosso país?
Que saúde é esta que carece de profissionais para o atendimento ao público, que paga mal seus médicos e os incita a prestar um mau atendimento ou paralisar seu trabalho no intuito de ver atendido às suas reivindicações, que deixa o contribuinte independente da idade que possua, parado horas na fila de um hospital público aguardando atendimento e muitas vezes sem recebê-lo.
Quando existia a tal da CPMF, o governo alegava que o dinheiro arrecadado pela mesma servia à saúde; sabe-se, no entanto que o destino deste não foi bem isso.
Atualmente estão tentando ressuscitar a CPMF, porém com outro nome: Imposto sobre a Saúde.
Será que este montante será realmente revertido em serviços à população? Ou será que parte deste servirá para conceder novos aumentos salariais para deputados federais, senadores, assessores parlamentares ou ainda serão criadas mais algumas vagas de deputados para cada estado brasileiro.
Não bastam os 513 deputados que representam o povo brasileiro e são honerados com salário bruto de R$ 12.847,20 (36 mínimos) que incluindo a série de regalias aos quais tem direito como R$ 50.815,62 todos os meses para a contratação de assessores de confiança dos parlamentares em seus gabinetes, R$ 15 mil para cobrir despesas de suas atividades políticas no estado de origem chamada verba indenizatória, combustível (R$ 4,5 mil), passagens aéreas para o qual recebem entre R$ 4,1 mil e R$ 15,6 mil, dependendo do estado de origem do deputado. São três bilhetes por semana. Auxílio-moradia de R$ 3 mil; para se manterem bem informados, todos têm direito a cinco assinaturas de jornais ou revistas. Além disso, dispõem de R$ 6 mil por ano para serviços de impressão gráfica, R$ 4.268,55 para gastarem com telefonemas e envio de cartas. No caso dos líderes e vice-líderes, essa cota aumenta para R$ 5.513. O telefone fixo instalado no gabinete, registrado em nome da Câmara, é de uso ilimitado. O Deputado Federal pode ainda utilizar a Verba Indenizatória, até o limite mensal de R$ 12.000,00 (doze mil reais). O saldo da verba não utilizado acumula-se para o mês seguinte, dentro de cada semestre. A prestação de contas das verbas indenizatórias estará disponível na página do deputado ou no seguinte endereço: http://www.camara.gov.br/internet/Contas/VI/pesquisa.asp. Resumindo, entre vencimentos pessoais, verba de gabinete, auxílio-moradia, passagens e outras despesas, cada deputado custa, em média, R$ 99.467 por mês.
Amigos, este é o nosso caro e nobre Brasil. Neste ano eleitoral, pensem bem nisto, porque o nosso poder e ato de escolher bem nossos representantes inicia aqui, em nosso município. Faça a escolha certa para não se arrepender depois.

sábado, 24 de maio de 2008

Será que o nepotismo vai mesmo acabar?

Brasília - Parentes de autoridades não poderão ser nomeados para cargos em comissão no âmbito da administração pública, direta ou indireta, de qualquer dos Poderes, em todas as esferas. É o que determina a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 49/03, aprovada nesta quarta-feira pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)

A proposta, que segue agora para a votação do Plenário, tem como primeiro signatário o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e foi relatada na CCJ pelo senador José Maranhão (PMDB-PB).

De acordo com o texto da PEC, quem descumprir a lei estará sujeito a uma punição por ato de improbidade administrativa. Para Demóstenes Torres, a proposta tem por objetivo colocar na lei maior aquilo que já é consagrado por vários tribunais, que emitem sentenças contra o nepotismo.

O autor da proposta afirmou ainda que 'isso (aprovação da PEC) é o corolário do princípio da moralidade". Ele explicou que o texto aprovado na CCJ proíbe, a não ser por concurso público, a contratação de parentes até o terceiro grau, seja por consangüinidade, afinidade ou adoção, em todos os poderes e níveis da administração direta e indireta.

fonte: www.jornaldamídia.com.br